segunda-feira, 14 de agosto de 2017

   Viajar é algo divertido e estranho. Saímos do conforto de nossa casa para um ir a um lugar que não conhecemos; então é difícil se deslocar; conversar com pessoas que não conhecemos; o que força uma interação quadrada e insossa; dormir numa cama que não a nossa e usar banheiros que não o da nossa casa; o que gera desconforto pela cama ser muito diferente da que temos e o banheiro não é equipado com nossos itens normais. Algumas pessoas dizem que aí que esta a graça de viajar. Ok, posso entender a coisa como uma experiência, algo que depois contamos com uma saudade ou com ar de deboche, mas a melhor parte é sempre voltar pra casa; e essa opinião é praticamente unânime. Voltar para nosso par de chinelo, nossa roupa surrada e nossa cama bagunçada é sempre um prazer indiscutível. Então, vem a pergunta: Se a melhor parte é voltar pra casa... pra quê ir?... Pra voltar ora!!!

  Veja, não acho que as pessoas não devam sair ou não devam interagir umas com as outras; Ok, em vários momentos eu acho isso SIM; mas as é que o ser humano tende a ignorar e esquecer experiências negativas e se apegar ao lado positivo, o que é bom; mas eu tenho certa dificuldade nessa parte. Eu sempre me lembro com uma certa raiva as pessoas e situações que eu não gostei, e dependendo da situação, elas ganham mais importância que as positivas. Vou citar um exemplo para ilustrar como funciona.

   Fui a um restaurante de culinária italiana, onde estava ocorrendo algumas apresentações de dança e musicas típicas, e a mestre de cerimônias era uma transexual, amiga de uma das pessoas que estava a mesa comigo. Essa pessoa, vou chamar de Ruivão e a transex de C; Ruivão conhece C desde a infância, logo antes de se assumir e fazer a operação de mudança de sexo; porém Ruivão a todo momento tecia comentários preconceituosos e de chacota a respeito de C, lembrando que em teoria são amigos, mas eu n os conhecia, não sei o nível de intimidade entre eles uma vez que os conheci recentemente e Ruivão deixou claro que não via C a muito tempo.

  Agora me diga, o que esse filho de uma cadela do Ruivão tem a ver com a vida de C e o que ela faz? É foda por que o cara não me conhecia também.. e se eu dissesses que era um trans também? Ou se tivesse uma historia dramática a respeito? Foi uma falta de respeito com C e de extremo mal gosto, para com pessoas que aquele imbecil nunca tinha visto antes. As pessoas riam q nem hienas retardadas das piadas de Ruivão, enquanto eu mal sabia para onde olhar. Agora perceba, o ligar é lindo, o show de dança e musica foi incrível, a comida estava maravilhosa; mas eu mal consegui aproveitar tudo graças a meu anfitrião e seus comentários preconceituosos.

  Eu gostaria de conseguir escrever um texto a respeito de tudo que foi legal nessa viagem, em como eu me diverti e visitei lugares legais, talvez num próximo texto eu consiga, mas nesse momento eu precisava por pra fora esse caroço de carne podre que estava engasgado. É algo a se lamentar, ver alguém que fez questão de se mostrar como alguém inteligente e mente aberta falar umas asneiras tão grandes, tem mais coisas irritantes que Ruivão fez, mas fica para outra hora.

  Mas para fechar, viagem, conheçam outros lugares, outras pessoas, tenham novas experiências, e depois retornem, aproveitem também a volta ao conforto e segurança da lar, reflitam sobre tudo que passaram e tentem tirar proveito de tudo que aconteceu, das situações boas e das ruins também, aprendam com os imbecis que encontrarem a como não ser um imbecil, por estes se reproduzem muito rápido e não podemos extermina-los sem ter que lhe dar com as implicações legais, que são sempre muito severas nesses casos...

HL

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