Penso que as vezes vemos tanto alguma coisa que nos acostumamos com ela.
Por exemplo, um bibelô barango que sua mãe ou avó ganhou ou comprou numa feira da igreja. Horrendo! Aquela gueixa de porcelana barata, mal pintada e cheia de trincas. Mas com o tempo nos acostumamos. Nesse ponto vem algo que divide os tipos de pessoas; ou você passa a não ver mais aquele bibelô ou você passa ater algum tipo de fascínio, ou atração por aquilo e coisas semelhantes.
Quando a coisa fica invisível, ok! Desde que nada aconteça para que te chame a atenção pra ele de novo; como ele quebrar ou aparecer outro tão bizarro quanto; nunca mais a gueixa entra no seu campo de visão; agora; se acontece a outra opção, tudo se torna aquele enfeite esquisito. Começa a ver iguais ou parecidos em toda parte, supermercados, casa de amigos, lojas, bares etc. Aí começa a não achar tão feio assim, começa a tentar entender os detalhes e minúcias da peça, pára de achar barango... E inicia o desejo de ter um também, de colecionar, de ver mais opções. Pode ficar só nessa curiosidade ou vira algo parecido com uma obsessão.
Acredito que isso aconteça com todo tipo de coisas, alimentos, roupas, decoração, preferências sexuais e afins. Talvez por isso pessoas fiquem obcecadas com gente mrota estripada, acidentes de carro, ferimentos e doenças raras, desejos sexuais diferentes, dor, choques e tudo mais que seja "incomum" para os outros. Mas o quão incomum aquilo realmente é? O que escondem em seu computador ou no fundo do armário, as pessoas chamadas de "comuns" ou "cidadãos médios". Afinal, se eh estranho e bizarro não devemos mostrar... mesmo gostando tanto... é estranho, ne?
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